Conforme o dicionarista Aurélio, QUALIDADE é dote, dom, virtude.
Já no mundo científico da administração de empresas, QUALIDADE é sinônimo de melhoria contínua, conformidade com os requisitos e adequação ao uso, observados critérios como custos, controles internos e prazos, dentre outros.
Definir QUALIDADE, portanto, é tarefa árdua, pois conjugam-se numa mesma noção elementos objetivos e subjetivos. No entanto se conceituar a QUALIDADE é difícil, vivenciá-la é extremamente simples: sempre que o ser humano sente que satisfez plenamente seus anseios, aí houve QUALIDADE!
Historicamente, a partir da segunda metade dos anos 80, até a primeira metade dos anos 90, passou-se a usar a expressão QUALIDADE TOTAL. Essa denominação originou-se no Japão, sendo adotada para deixar bem claro que, numa organização, todos devem se preocupar com tudo, ou seja, pressupõe-se envolvimento irrestrito e recusa de qualquer nível de defeito.
Em pouco tempo o modismo da QUALIDADE TOTAL passou a ser a chave do sucesso das organizações.
Todavia esse modismo veio acompanhado de um modelo administrativo muito distante da cultura ocidental, latina, brasileira...
QUALIDADE TOTAL era a busca orquestrada da perfeição. O problema era que a orquestra era japonesa.
Hoje, com o aprendizado gerado pelos erros, os "Programas de QUALIDADE TOTAL" são denominados apenas como "Programas de QUALIDADE".
Os Programas de QUALIDADE permanecem associados a ações internas e ao aumento da produtividade e eficiência. Cada vez mais, porém, direcionam o seu foco para o lado humano das organizações. Nesse sentido, só devem ser deflagrados com o claro comprometimento dos gestores, complementado pelo engajamento do pessoal da casa (alinhamento com a cultura da casa).
Diz-se que a mudança é uma porta que se abre por fora, ao passo que a transformação é a mesma porta, quando aberta por dentro.
Dessa forma, Programas de QUALIDADE são acima de tudo, programas de transformações, e não de mudanças e, portanto devem ser conduzidos sob uma gestão não-traumática.
Um processo de transformação leva em conta as características da cultura da organização e tem um horizonte de médio (5 anos) a longo prazo(10 anos) para ser implantado.No fundo,tais prazos são apenas referenciais,pois o processo de melhoria é contínuo e inesgotável.
Finalmente, Programas de QUALIDADE buscam desenvolver um ambiente no qual as pessoas possam crescer e se desenvolver, expandindo sua capacidade criativa. Esse objetivo concretiza-se na medida em que as necessidades pessoais, de ampliar e transformar em realidade seus potenciais possam ser atingidas, significativamente, no seu espaço de trabalho, assegurando, dessa forma, a própria sobrevivência da instituição.
L.P.diogoTCE-Rj,Coordenador De Auditoria De Qualidade
Disponível em http://www.rhportal.com.br/artigos/wmview.php?idc_cad=s639v3c6q acesso em 11 out.2010.
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