
Especialistas orientam a respeito da importância de reservarmos um momento de cada dia para a necessária introspecção. Para que prestemos atenção aos nossos próprios pensamentos, ações e sentimentos.
O objetivo é providenciar uma “faxina interior” da energia negativa acumulada na relação consigo mesmo e com o outro. A atitude de parar, dar uma respirada, pode ser um mecanismo de limpeza mental para que ocorra o alívio da pressão exercida pelo nosso psiquismo. Solidão. Estar solitário. Um convite para estar à sós com nossos pensamentos e vivenciar essa valiosa experiência íntima.
Experimente ficar alguns momentos em silêncio. Esta é uma arte chamada antar mouna (manter o silêncio anterior). Antar mouna nos ensina a eliminar o conflito interior causado pelo diálogo infernal da mente. É quando a mente entra num estado de aquietamento, de conforto, sem conflitos. A mente simplesmente fica quieta e relaxada, sem necessidade de se justificar. Praticar o silêncio também pode ser uma maneira do conservar o prana (energia vital).
O silêncio pode proporcionar uma abertura para mergulhar em si mesmo, dependendo de como é vivenciado por cada pessoa. “Para uns pode ser espaço para conexão com as próprias angústias, mas para outros, este primeiro contato pode também ser a janela para enxergar novas possibilidades, caminhos. Se pensarmos no oposto do silêncio, a fala exacerbada, podemos também perceber que muitas pessoas a utilizam para “escapar” do contato consigo. O silêncio pode ser uma porta para coisas desconhecidas até então”, explica a psicóloga Adriana Marques. E a especialista completa que “o salienciar interno ainda permite desenvolver foco, além da ampliação da sensação de bem-estar”.
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