Olhar para trás pode ser uma bela oportunidade de aprendizado

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Viver uma vida sem arrependimentos não é humano. É da natureza de quem respira, sente e tem memória, olhar para trás e perceber que tem sim, alguma coisa, ou várias pequenas e gigantescas coisas que poderia, ou que não deveria, ter feito. Por mais que se saiba que nada acontece por acaso, ou à toa, é impreciso dizer quais serão os resultados ou consequências destas lembranças. Para o ressentido, lembrar aperta o coração, traz melancolia e resignação, um gosto de derrota. Já o arrependimento que vira experiência é do bem. É o trampolim para o esforço em não repetir ou, pelo contrário, dedicar-se em observar o momento certo para, aí sim, fazer o que deveria ter feito ou dito. Na balança entre as duas coisas existe uma palavrinha faceira que representa um bom desafio: sabedoria.
"O que passou não volta mais e o presente também está passando a cada segundo".
A vida, um dia, assim do jeito dela, resolve dar prazos cada vez menores para que todas as coisas e lições necessárias sejam realizadas e aprendidas. Para dar conta do recado da vida, é preciso sair do arrependimento ressentido e partir para a boa lição, guardando a lembrança do feito ou não feito apenas como um fato impossível de se transformar em outra coisa senão aprendizado.


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